segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Carta Aberta à População


Sista-MS/UFGD Sindicato dos Técnicos da UFGD sistamsufgd@gmail.com para bcc: mim
mostrar detalhes 17:13 (26 minutos atrás)
Os servidores técnicos administrativos da UFGD que estão em greve realizam nesta quinta (18) no centro de Dourados um ato de esclarecimento à população sobre a greve dos servidores administrativos das Universidades Federais iniciada no mês de junho. Segue abaixo o contéudo da carta à população:
Carta Aberta à População
Nós, Servidores Técnicos Administrativos das Universidades Federais, decidimos entrar em greve para exigir respeito do governo federal não só com a nossa categoria, mas também exigir um tratamento digno e respeitoso com a educação pública de qualidade que oferecemos à população brasileira.
Temos enfrentado inúmeras situações prejudiciais à nossa categoria e às nossas instituições e tudo isso nos levou a dar um basta e exigir uma mudança de posição por parte do governo Dilma. Entenda melhor alguns desses desrespeitos: Desde setembro de 2010 (quase um ano) tentamos negociar nossas reivindicações com o governo federal e somos ignorados ou relegados a um segundo plano, talvez por opção política de quem deveria procurar dialogar e negociar com os trabalhadores das Universidades Federais.
Assim que assumiu, o governo Dilma vem anunciando vários cortes orçamentários e, o pior, uma boa quantia na área da Educação. Dentro do corte oficial, previsto inicialmente em 50 bilhões de reais, mais de 3,5 bi saíram da Educação. Com estes cortes, problemas que já existiam foram se somando: os concursos foram suspensos e nossos direitos básicos estão sendo negados, subitamente redefinidos, ou até mesmo retirados sem um diálogo com a nossa representação sindical.
Além dos cortes orçamentários, também já estão em tramitação no Congresso Nacional projetos que congelam por 10 (dez) anos nossos vencimentos básicos (PL 549/09). Outros projetos que transformam a avaliação de desempenho em instrumento de demissão (PL 248/98), e ainda, preveem a retirada de direitos que nos mantiveram até hoje na luta pela manutenção da qualidade de ensino nas IFESs (Instituições Federais de Ensino Superior) onde trabalhamos.
Também não somos diferentes de trabalhadores da iniciativa privada, que sabem muito bem os efeitos de uma crise que já começa a assustar a todos, a partir do aumento do custo dos produtos e serviços – desde a cesta básica, até os serviços essenciais como luz, gás, telefone, entre outros. Ou seja, temos identificado no nosso dia-a-dia a retomada do fantasma da inflação e das perdas salariais que ela causa e que começam a rondar nossas vidas novamente.
Estamos em greve porque não tivemos a oportunidade de negociar a nossa pauta, já que o governo tomou a decisão de enrolar os servidores e seus sindicatos nas mesas de negociação. Estamos neste embate contra nossa patroa, exatamente pela falta de perspectiva para o atendimento de questões que entendemos como fundamentais para toda população. O governo já estabeleceu que irá economizar com os nossos salários, com a suspensão de mais concursos para novos servidores, com a redução de recursos na qualidade ensino superior federal, entre outras questões que consideramos inadmissíveis.
Exigimos que o governo priorize uma educação pública de qualidade, e para isso pretendemos que o nosso movimento grevista possa denunciar as práticas desse novo governo e também estabelecer um novo patamar nas negociações que devem atender minimamente às nossas reivindicações e as exigências de nossas comunidades universitárias.
Contamos com o seu apoio ao nosso movimento, para que possamos resolver o mais breve possível os impasses que venham a ser gerados em decorrência da nossa greve.
Atenciosamente,
Comando Local de Greve – SISTA/MS UFGD

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